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O palhaço amargo, em frente ao espelho velho cúmplice anunciando o defeito Erros na máscara, maquiagem borrada, Sorriso vermelho falso e grosseiro, Engana a platéia e até a mim mesmo... Tarde da noite, em frente ao espelho O palhaço sorrí, um riso imperfeito Tiro a pintura, dispo a alegria, Fraude colorida é sujeira em meus dedos O sorriso manchado, mascarado, incompleto Sonhos desfeitos em poeira e concreto Triste da vida, em frente ao espelho O palhaço chora de anônimo anseio... Onde, onde está o seu último desejo? O chão do circo, velha cinza pintada Todos se foram, vazia arquibancada Sozinho no palco o palhaço gargalha... Certo e ciente que ele mesmo é a piada.
Poema: Marcelo Simão de Vasconcelos Música: Ana D´Araújo
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