"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos." (Shakespeare)

O Observador

Eu bem te vi quando me olhavas
E tentavas disfarçar...
Não fazes alarido
Caminhas em passo sereno e grave
Carregas os sonhos dos meninos
Em vestes de homem maduro
Cultivas para mim um jardim
No teu vaso imaginário...
Mas a tua voz embarga
Ao pronunciar meu nome...
E choras meu “mal –de-mim”
Lamentas o fogo que me consome
E dizes que vai passar
Enquanto me consolas,
Minhas desilusões te alimentam...
Pois apenas me observas
Esperando que entenda
Que não sabes parar de me olhar

Por: Ana DAraújo

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