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Eu bem te vi quando me olhavas E tentavas disfarçar... Não fazes alarido Caminhas em passo sereno e grave Carregas os sonhos dos meninos Em vestes de homem maduro Cultivas para mim um jardim No teu vaso imaginário... Mas a tua voz embarga Ao pronunciar meu nome... E choras meu “mal –de-mim” Lamentas o fogo que me consome E dizes que vai passar Enquanto me consolas, Minhas desilusões te alimentam... Pois apenas me observas Esperando que entenda Que não sabes parar de me olhar
Por: Ana DAraújo |