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Mesmo que a fonte seque E a inspiração se esconda Ou vá passear na esquina Quero o som da musica na alma E a canção no coração Mesmo que o Poema seja curto e seco E o verso aluda a dor, a aridez Quero ter no peito a rima Que remete para cima E retorna em energia de inspiração Quero olhar o horizonte E enxergar de novo a fonte Que me fez deitar primeiro em rede de paixão Derramar alívio nos escritos tantos Que fazem do poeta ilusionista, em mágicas de um mundo encantador! Quero ao ver o declinar do sol da vida O despejar de versos em expressões tão surreais Que seja para muitos colo certo Desabafo, sintonia, expressão, Canção e mutação.
Poema: Ana D´Araújo
Melodia: Silvestre Kuhlmann
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