"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos." (Shakespeare)

A Fuga

Cedo dormiu  sem mesmo ver o entardecer

E a gélida noite chegou a serenar todo o capim
O dia se afigurara árido e exaustivo

Num desfilar de mágoas e tristezas

e o sono veio como fuga ou estopim

 

Pobre moreno, ainda pensa que ao dormir
conquistará os sonhos que perdeu

Se ele então soubesse o que agora sei

se vestiria de alegria e não da lei

e se libertaria ao raiar do dia...
Pois a alma que muito se prende, mais se rende...
Àquilo que lhe sabe ser pecado seu
 
Ana D´Araújo

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